Bali é muito mais do que o clichê de paraíso tropical. A ilha tem as melhores atrações possíveis para quem aspira uma nova aventura.
São templos que resistem ao tempo, vilarejos onde a vida parece intocável, praias especiais para surfistas e estradas que levam a vulcões ativos.
Inclusive, cada região entrega uma experiência diferente. Portanto, hoje você vai conhecer as atrações que realmente fazem diferença em uma viagem a Bali!
Entendendo Bali para não errar

Bali é uma entre mais de 13 mil ilhas da Indonésia. Fica a leste de Java, onde está Jacarta.
A religião dominante na Indonésia é o islamismo, mas em Bali prevalece o hindu-balinese, com rituais particulares (cerimônias diárias, oferendas nas calçadas, festivais de templo ao longo do ano).
A língua oficial do país é o indonésio; na ilha também se fala o balinês – e o inglês resolve a vida do visitante nas áreas turísticas.
A ilha tem cerca de 5.780 km² (tamanho semelhante ao do Distrito Federal), mais de 4,2 milhões de habitantes e um ponto inegociável: deslocamentos levam tempo. Rodovias não são duplicadas, o limite de velocidade é baixo e as atrações ficam espalhadas.
E ainda sobre o trânsito: scooters dominam as ruas. Isto é, alugar moto barateia e encurta deslocamentos, mas exige carteira válida e segurança; o tráfego é na mão inglesa.
Carro com motorista/guia resolve para famílias e para quem prefere conforto. Táxis e apps funcionam bem nas áreas urbanas.
Ubud e arredores

Ubud é o centro cultural e uma das melhores atrações de Bali. Fica cercada por arrozais e pequenos vilarejos artesãos.
Nesse sentido, o roteiro clássico começa nos terraços de arroz de Tegalalang, com passarelas e mirantes que permitem entender o sistema tradicional de irrigação (subak).
Para quem busca um cenário mais amplo, os campos de Jatiluwih oferecem um mosaico agrícola fotogênico e trilhas bem demarcadas.
Templos
Nos templos, três paradas concentram história e rito:
- Goa Gajah (Caverna do Elefante), com portal esculpido do século XI;
- Tirta Empul, onde moradores e visitantes participam do banho de purificação nas piscinas de nascente (há regras de vestimenta e conduta);
- Gunung Kawi, conjunto de santuários talhados na rocha em um vale de palmeiras, acessado por escadarias;
- No centrinho, Ubud Palace e Saraswati Temple mostram a arquitetura balinesa entre lagos de lótus e pórticos ornamentados.
A cena cultural
Só para ilustrar, a cena cultural vai além de templos dentro das melhores atrações de Bali.
O Neka Art Museum reúne pintura balinesa moderna e obras de artistas estrangeiros radicados na ilha; o Blanco Renaissance Museum, na colina sobre o rio Campuhan, exibe a obra e o ateliê de Antonio Blanco; e O ARMA Museum (Agung Rai) combina acervo e apresentações de dança tradicional.
Se deseja compras conscientes, a Threads of Life trabalha com têxteis de comunidades do arquipélago.
Em contrapartida, para alimentação autoral, o Locavore colocou Ubud no mapa gastronômico asiático com menu que privilegia ingredientes locais (reserve com antecedência).
Ecoturismo
Seja como for, a natureza aqui é em modo “pôr-do-sol cedo”!
Suba de madrugada ao Monte Batur (região de Kintamani) para ver o nascer do sol sobre a caldeira e o lago, uma trilha com guia credenciado e roupa quentinha.
No caminho, cafés mirante servem brunch com vista para o vulcão. Aliás, a Monkey Forest está a poucos minutos do centro – vá preparado para os macacos (feche bolsas, nada de comida na mão).
Sul de bali (Península de Bukit)

Inegavelmente, Uluwatu é o cartão-postal do sul.
Uluwatu Beach está encaixada sob um paredão de calcário, com cavernas formadas pela erosão; as escadas dão acesso às bases de surf.
Ao lado, Padang Padang e Bingin são os picos queridinhos dos surfistas: mar forte, correnteza, ondas longas.
Já para banhos tranquilos, a rota muda. Melasti Beach tem piscina natural rasa protegida por recifes e acesso por mirante. E o Green Bowl recompensa a escadaria com faixa de areia abrigada por gruta.
Logo, o Uluwatu Temple ocupa o topo do penhasco com trilhas de contorno e mirantes de frente para o Índico. No fim da tarde acontece a Kecak Dance, performance coral com percussão vocal ao ar livre (ingressos limitados).
Para fechar o dia com vista, os rooftops da falésia concentram endereços conhecidos. O Single Fin (domingo é de DJ set), o Ulu Cliffhouse (piscina de borda infinita) e o bar do Bulgari Resort disputam o pôr do sol.
Seminyak, Kuta e Canggu

Saiba onde comer, comprar, observar a cena nas melhores atrações de Bali.
Seminyak
Seminyak reúne alguns dos hotéis mais sofisticados, restaurantes autorais e beach clubs.
Assim também, para provar sem errar, aposte no Mama San, um especialista em cozinha asiática com técnica.
O Motel Mexicola é um reduto de festa e tacos, além estar em meio a cafés de terceira onda espalhados por ruas cheias de boutiques.
Kuta
Kuta foi o berço do turismo de massa da ilha.
Atualmente, entrega shopping, outlets, parques aquáticos e vida noturna barulhenta.
Para famílias, a praia de Sanur (costa leste, a poucos quilômetros) cumpre melhor o papel de “areia+água calma” e oferece píer para passeios.
Canggu
Canggu é a tendência urbana-praiana: cafés com “bowl” no cardápio, estúdios de yoga e vida noturna leve.
No radar gastronômico estão o Nalu Bowls, um clássico dos smoothie bowls, o Montagu e o Milk & Madu.
Para estacionar e ver o fim de tarde, o The Lawn opera como beach club de grama com piscina. Deseja uma cervejinha em um lugar prático? Vá para o Old Man’s.
Por outro lado, apaixonados por músicas e pranchas, o Deus Ex Machina.
Nusa Dua e Jimbaran

Nusa Dua é planejada para férias de resort. Dessa forma, oferece grandes redes, trechos de praia com guarda-sóis e jardins caprichados.
Em contrapartida, o Museum Pasifika impressiona com um giro cultural rápido pela arte do Pacífico e do Sudeste Asiático. Quem quer dias previsíveis imersos em kids club, praia protegida, restaurantes no próprio hotel, encontra aqui a base.
Jimbaran é a pedida de fim de tarde. São barracas de frutos do mar que montam mesas na areia, grelhas soltam fumaça com pargo, camarão e lula por quilo. É escolher o peixe, pesar, acompanhar com arroz e vegetais.
O que tem na Costa Norte e Centro?

No norte, Lovina Beach organiza saídas de barco ao amanhecer para observar golfinhos na costa. Ou seja, aprecie mar calmo, passeios curtos e retorno cedo, o que permite combinar com cachoeiras próximas na mesma manhã.
No interior montanhoso, Ulun Danu Bratan coloca pavilhões de templo sobre plataformas no lago de mesmo nome. O quadro muda conforme a névoa das primeiras horas; assim sendo, vá cedo e pegue as embarcações locais se quiser cruzar o lago.
Nesse ínterim, os terraços de Jatiluwih ganham meia-dúzia de trilhas bem demarcadas (de 45 minutos a 2 horas), com deques e casinhas de guarda-água.
Em dias úteis, a lida do campo está mais evidente; nos fins de semana, aumenta o fluxo.
Leve dinheiro vivo para pedágios locais e cafés à beira da trilha.
E no leste de Bali?

O antigo reino de Karangasem deixou três palácios. O mais conhecido é o Tirta Gangga, jardim com espelhos d’água, fontes e esculturas. A piscina principal permite banho em horários delimitados com vestiários no local.
Em seguida, a estrada sobe até o Lempuyang Luhur, um conjunto de templos sob a montanha. A foto nos “Gates of Heaven” depende do tempo – em dias abertos, o Monte Agung aparece ao fundo; porém, em dias nublados, o portal rende bem assim mesmo.
Para encerrar sem pressa, a costa de Amed é o ponto do snorkel de água clara. Lá na Praia de Jemeluk, a partir de poucos metros, já surgem corais, cardumes e, com sorte, tartarugas.



